Bailinho do Nevoeiro, é assim que descrevo a exibição do Benfica ontem na Madeira.
Em mais uma das situações, que só acontecem na nossa Liga e em Ligas do 3º Mundo, jogou-se ontem o Nacional vs Benfica, por volta das 20:45 na Choupana. Ora, como toda a gente sabe, a Choupana devido à sua localização geográfica é pródiga em nevoeiros, e condições meteorológicas adversas durante a noite, até mesmo nos meses de Verão, mas devido aos interesses televisivos a Liga prefere arriscar... a que não haja jogo. Mas ontem houve, com duas pausas mas houve.
Começo por dizer que o Nacional foi melhor até à 1ª pausa do jogo, que se registou por volta dos 15 minutos da partida, com Artur a responder muito bem, mais uma vez, às investidas de Mateus que deu algumas dores de cabeça a Jardel e Emerson.
Ainda com muito nevoeiro, Cardozo inaugura o marcador para o Benfica numa altura em que se calhar o Nacional até estava por cima, mas Tacuara é assim, é odiado mas marca golos que se farta e deu a tranquilidade necessária ao Benfica, e a partir daqui, e embora tenha jogado bem, o Nacional raramente foi perigoso.
O golo fez com que a marcação cerradíssima de Luis Alberto a Aimar tivesse que ser desfeita e aí o Benfica começou a jogar melhor, quer por Aimar ter mais espaço, quer por permitir que o próprio Witsel fosse aparecendo, num jogo em que Nolito pouco se viu... também por causa do nevoeiro.
Na 2ª parte, Jorge Jesus lança Bruno César ao intervalo deixando nas cabines precisamente Nolito, e Bruno César não se fez rogado e aproveitou a ocasião para dizer presente, fazendo um óptimo jogo que culminou com um golo, mas já lá vamos.
O Nacional voltou a entrar bem na 2ª parte, numa fase em que o jogo começava a ter alguns cartões, graças ao critério fácil de Artur Soares Dias ara mostrar cartões, não sendo por isso surpresa a expulsão de João Aurélio aos 62 minutos (acumulação de amarelos), num lance em que Felipe podia muito bem ter visto o vermelho sobre uma entrada assassina sobre Witsel, ou pelo menos o amarelo.
A partir daqui o Benfica controlou o jogo, embora o Nacional tenha sempre tentado fazer o empate, o Benfica fez entrar Enzo Péres para o lugar de Gaitán, e o Argentino voltou a mostrar bons apontamentos, já Ruben Amorim que entrou para o lugar de Aimar, que saiu muito desgastado, pouco tempo teve para mostrar.
Quase no final da partida, e após uma defesa de Artur que lança rápido o contra-ataque, Bruno César apanha a bola ainda no meio-campo do Benfica e arranca, com preciosa ajuda de Cardozo que move um dos defesas para a faixa, e só pára à entrada do Nacional quando remata forte e colocado para o 0-2. Estava decidido o jogo, e era o segundo (belo) golo de Bruno César na Liga.
Num jogo que foi relativamente fácil, considero que a arbitragem esteve em bom plano, excepto no aspecto disciplinar, em que mostrou amarelos desnecessários, e ficou no entanto por ser expulso Felipe que agrediu 2 vezes barbaramente Witsel.
Aqui irei de uma forma mais ou menos actualizada, expressar as minhas opiniões sobre o SL Benfica nesta temporada 2011 / 2012
terça-feira, 30 de agosto de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Força Ricardo Gomes
O antigo central internacional Brasileiro Ricardo Gomes, que teve 2 passagens pelo SL Benfica (88-91 e 95/96), sofreu ontem um AVC durante um jogo do Vasco, a equipa que treina no momento.
Não quis deixar passar em claro esta situação, e ficam aqui os desejos de melhoras e rápida recuperação.
Não quis deixar passar em claro esta situação, e ficam aqui os desejos de melhoras e rápida recuperação.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Champions League
Acabou há instantes o sorteio da Champions League para o Benfica.
Calhou-nos em sorte, o Manchester United, o Basileia e o Otelul da Roménia. Penso que é um grupo que nos dá todas as possibilidades de passarmos, e até mesmo em 1º lugar do grupo, pois já não seria a primeira vez que eleminávamos os Manchester United na fase de grupos.
Carrega Benfica !
Calhou-nos em sorte, o Manchester United, o Basileia e o Otelul da Roménia. Penso que é um grupo que nos dá todas as possibilidades de passarmos, e até mesmo em 1º lugar do grupo, pois já não seria a primeira vez que eleminávamos os Manchester United na fase de grupos.
Carrega Benfica !
SL Benfica 3 vs Twente 1
O medo não assiste a esta equipa do SL Benfica !
O Benfica enfrentava um dos jogos mais importantes da época, não tanto pelo jogo em si, mas pelo acesso que ele poderia dar à entrada na Liga dos Campeões, montra das melhores equipas da Europa e claro, ao encaixe financeiro que ela permite, cerca de 7 milhões de Euro apenas pela entrada na competição.
O Benfica vinha com uma ténue vantagem, devido aos golos marcados fora na 1ª mão, e podia-se pensar que a equipa iria tentar defender essa vantagem, jogando para o empate e não arriscando muito... nada disso !
O Benfica entrou mandão, com vontade de marcar, e sem medos do fulgor atacante de uma equipa que neste momento é 100% vitoriosa no seu País, liderando o Campeonato e tendo já ganho a Super Taça ao Ajax. Foi a maneira mais correcta de abordar o jogo.
Com Witsel de volta à titularidade, por troca com Saviola, voltámos a ver um Cardozo mais sozinho na frente , mas um Aimar mais adiantado, Aimar que está numa forma impressionante, e como diria Maradona, vale apena pagar bilhete para ver jogar o Mago Benfiquista. Em relação ao jogo com o Feirense, jogou também Emerson no lugar de Capdevilla, e que belo jogo fez Emerson, primeiro secando por completo Bryan Ruiz, o jogador mais perigoso do Twente, e depois da equipa em vantagem, atrevendo-se em boas incursões ofensivas.
A primeira parte foi um banho de bola, com o Benfica a efectuar 15 remates, e o Twente apenas 1 que pouco perigo levou à baliza, mas foi neste período que se voltaram a registar muitos falhanços em lances de golo nítido, e uma tentativa de por vezes abrilhantar em demasia as jogadas, perdendo o discernimento e a procura do golo, coisa que em certos jogos pode vir a ser fatal... o Benfica não pode falhar tanto !
Ao intervalo o marcador era injusto, revelava um 0-0 e confesso que me preocupava que na 2ª parte o caudal ofensivo pudesse ser menor, e bastava um golo ao Twente para passar. Bem sei que eles estavam bem mais longe desse golo, do que o Benfica, mas no futebol já vi de tudo!
A segunda parte trouxe os golos ao jogo, e logo a abrir, aos 47 minutos, Witsel marca um golo acrobático, na sequência de um toque de cabeça já dentro da área, feito por Luisão, após marcação de um livre ganho por Oscar Cardozo. Este foi o golo da tranquilidade, os Holandeses perderam ânimo e o Benfica percebeu que além de jogar bonito consegue marcar golos, e foi com toda a naturalidade que aos 60 minutos tenha sido a vez de Luisão marcar um golo de cabeça, após canto ao primeiro poste batido por Aimar.
Podia-se agora pensar, que com o Twente a precisar de fazer 2 golos para levar o jogo para prolongamento e 3 para ganhar, que o Benfica iria acalmar, mas não, continuou com o pé no fundo e acabou por chegar ao 3-0 num lance que um grande passe de Cardozo isola Witsel que corre para a baliza e bisa na partida, decorria o minuto 66.
A partir daqui o Benfica entrou um pouco mais em descompressão, como seria normal dado o resultado e também a intensidade que era impossível manter durante os 90 minutos, e JJ aproveitou para substituições.
Sairam Gaitán (um pouco mais apagado que os colegas), Nolito (desta vez sem marcar, mas não por falta de oportunidades) e Cardozo (não marcando fez um grande jogo ainda assim) e entraram Bruno César, Matic e Saviola... que de resto pouco mostraram porque a equipa já estava em descompressão.
Artur, sempre que chamado, e foram poucas as vezes, mostrou sempre grande categoria, ficando na retina um lance de golo de Bryan Ruiz que Artur tira com uma defesa magnífica. Só não conseguiu defender o cabeceamento do costa-riquenho que aos 85 minutos faz o golo de honra para o Twente.
Foi um belo jogo na Luz, tive pena de não ter ido, quando esteve nos meus planos ir, mas enfim.
Uma nota para arbitragem, que num jogo em que os jogadores também facilitaram, esteve quase sempre bem. Como ponto negativo, um penalty por assinalar a favor do Benfica, por mão na bola dentro da área do Twente. Pode agora parecer um erro de menor importância dado o resultado, mas noutra circunstância podia ter sido factor decisivo.
O Benfica enfrentava um dos jogos mais importantes da época, não tanto pelo jogo em si, mas pelo acesso que ele poderia dar à entrada na Liga dos Campeões, montra das melhores equipas da Europa e claro, ao encaixe financeiro que ela permite, cerca de 7 milhões de Euro apenas pela entrada na competição.
O Benfica vinha com uma ténue vantagem, devido aos golos marcados fora na 1ª mão, e podia-se pensar que a equipa iria tentar defender essa vantagem, jogando para o empate e não arriscando muito... nada disso !
O Benfica entrou mandão, com vontade de marcar, e sem medos do fulgor atacante de uma equipa que neste momento é 100% vitoriosa no seu País, liderando o Campeonato e tendo já ganho a Super Taça ao Ajax. Foi a maneira mais correcta de abordar o jogo.
Com Witsel de volta à titularidade, por troca com Saviola, voltámos a ver um Cardozo mais sozinho na frente , mas um Aimar mais adiantado, Aimar que está numa forma impressionante, e como diria Maradona, vale apena pagar bilhete para ver jogar o Mago Benfiquista. Em relação ao jogo com o Feirense, jogou também Emerson no lugar de Capdevilla, e que belo jogo fez Emerson, primeiro secando por completo Bryan Ruiz, o jogador mais perigoso do Twente, e depois da equipa em vantagem, atrevendo-se em boas incursões ofensivas.
A primeira parte foi um banho de bola, com o Benfica a efectuar 15 remates, e o Twente apenas 1 que pouco perigo levou à baliza, mas foi neste período que se voltaram a registar muitos falhanços em lances de golo nítido, e uma tentativa de por vezes abrilhantar em demasia as jogadas, perdendo o discernimento e a procura do golo, coisa que em certos jogos pode vir a ser fatal... o Benfica não pode falhar tanto !
Ao intervalo o marcador era injusto, revelava um 0-0 e confesso que me preocupava que na 2ª parte o caudal ofensivo pudesse ser menor, e bastava um golo ao Twente para passar. Bem sei que eles estavam bem mais longe desse golo, do que o Benfica, mas no futebol já vi de tudo!
A segunda parte trouxe os golos ao jogo, e logo a abrir, aos 47 minutos, Witsel marca um golo acrobático, na sequência de um toque de cabeça já dentro da área, feito por Luisão, após marcação de um livre ganho por Oscar Cardozo. Este foi o golo da tranquilidade, os Holandeses perderam ânimo e o Benfica percebeu que além de jogar bonito consegue marcar golos, e foi com toda a naturalidade que aos 60 minutos tenha sido a vez de Luisão marcar um golo de cabeça, após canto ao primeiro poste batido por Aimar.
Podia-se agora pensar, que com o Twente a precisar de fazer 2 golos para levar o jogo para prolongamento e 3 para ganhar, que o Benfica iria acalmar, mas não, continuou com o pé no fundo e acabou por chegar ao 3-0 num lance que um grande passe de Cardozo isola Witsel que corre para a baliza e bisa na partida, decorria o minuto 66.
A partir daqui o Benfica entrou um pouco mais em descompressão, como seria normal dado o resultado e também a intensidade que era impossível manter durante os 90 minutos, e JJ aproveitou para substituições.
Sairam Gaitán (um pouco mais apagado que os colegas), Nolito (desta vez sem marcar, mas não por falta de oportunidades) e Cardozo (não marcando fez um grande jogo ainda assim) e entraram Bruno César, Matic e Saviola... que de resto pouco mostraram porque a equipa já estava em descompressão.
Artur, sempre que chamado, e foram poucas as vezes, mostrou sempre grande categoria, ficando na retina um lance de golo de Bryan Ruiz que Artur tira com uma defesa magnífica. Só não conseguiu defender o cabeceamento do costa-riquenho que aos 85 minutos faz o golo de honra para o Twente.
Foi um belo jogo na Luz, tive pena de não ter ido, quando esteve nos meus planos ir, mas enfim.
Uma nota para arbitragem, que num jogo em que os jogadores também facilitaram, esteve quase sempre bem. Como ponto negativo, um penalty por assinalar a favor do Benfica, por mão na bola dentro da área do Twente. Pode agora parecer um erro de menor importância dado o resultado, mas noutra circunstância podia ter sido factor decisivo.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
SL Benfica 3 vs Feirense 1
Ufa ! 1º Jogo da Liga no Estádio da Luz, e há 2ª jornada primeira vitória !
O jogo começou em ritmo alto, como tem sido apanágio dos jogos do SL Benfica, e bem cedo, aos 14 minutos o suspeito do costume faz o golo, Nolito, pois está claro, que assim igualou Eusébio ao marcar na sua época de estreia em 5 jogos consecutivos. Houve um lançamento de linha lateral, Maxi executou-o, já dentro da área Oscar Cardozo deu um toque de cabeça e apareceu Nolito na cara do golo, e não facilitou.
Fez bem, em não facilitar, pena foi que a seguir toda a equipa não tenha seguido o seu exemplo, porque numa primeira parte de sentido único em direcção à baliza de Paulo Lopes, que fez belas defesas, os avançados do Benfica deveriam ter estado mais acertados e construído um resultado mais seguro ainda na 1ª parte, não obstante o poste também ter tirado um golo a Gaitán.
Na 2ª parte, como seria de esperar, o jogo mudou-se. A equipa do Feirense começou a acreditar que poderia fazer qualquer coisa e atirou-se para a frente no jogo, e acabou por chegar ao golo por intermédio de Rabiola, num excelente movimento de cabeçeamento, à passagem do minuto 53. Voltavam os "fantasmas" da 1ª jornada ...
Nesta altura o Feirense ganhou alguma moral, e tentou importunar o Benfica, mas esteve lá sempre Artur para o que desse viesse, neste que foi o jogo de estreia (mediana) de Capdevilla.
Oscar Cardozo, já ouvia alguns assobios na Luz, mesmo tendo marcado em Twente um golo importantíssimo, e tendo assistiado Nolito para o 1º golo da noite, quando, após jogada de insistência de Maxi pela direita, aparece depois o próprio Cardozo para dar a estocada final para a baliza. Não festejou, e percebo-o perfeitamente, só não percebo o meus companheiros adeptos Benfiquistas...
Houve tempo para entrada de Bruno César e Enzo Perez, e o "bombardeiro" brasileiro acabou mesmo por fazer o 3-1 final numa jogada onde passa por 3 adversários e remata cruzado, à entrada da área, sem hipótese para Paulo Lopes.
Neste jogo gostei particularmente de observar a melhoria de desempenho de Maxi, o faro de golo de Nolito, a utilidade de Cardozo, e todo o brilhantismo de Aimar. Não gostei de ver os jogadores do Benfica usarem, em determinadas situações, os braços em situações que algumas seriam evitáveis.
Quanto à arbitragem, em termos disciplinares não há muito a dizer, poderia ter dado um amarelo a Javi num desses lances de uso dos braços, podia ter marcado penalty sobre Nolito que é puxado na área do Feirense pela camisola, tal como poderia ter marcado um outro num lance em que também há contacto entre Javi Garcia e um jogador do Feirense. Ficou também muito mal assinalado um fora-de-jogo em lance que Saviola se desmarcava isolado para a área do Feirense.
O jogo começou em ritmo alto, como tem sido apanágio dos jogos do SL Benfica, e bem cedo, aos 14 minutos o suspeito do costume faz o golo, Nolito, pois está claro, que assim igualou Eusébio ao marcar na sua época de estreia em 5 jogos consecutivos. Houve um lançamento de linha lateral, Maxi executou-o, já dentro da área Oscar Cardozo deu um toque de cabeça e apareceu Nolito na cara do golo, e não facilitou.
Fez bem, em não facilitar, pena foi que a seguir toda a equipa não tenha seguido o seu exemplo, porque numa primeira parte de sentido único em direcção à baliza de Paulo Lopes, que fez belas defesas, os avançados do Benfica deveriam ter estado mais acertados e construído um resultado mais seguro ainda na 1ª parte, não obstante o poste também ter tirado um golo a Gaitán.
Na 2ª parte, como seria de esperar, o jogo mudou-se. A equipa do Feirense começou a acreditar que poderia fazer qualquer coisa e atirou-se para a frente no jogo, e acabou por chegar ao golo por intermédio de Rabiola, num excelente movimento de cabeçeamento, à passagem do minuto 53. Voltavam os "fantasmas" da 1ª jornada ...
Nesta altura o Feirense ganhou alguma moral, e tentou importunar o Benfica, mas esteve lá sempre Artur para o que desse viesse, neste que foi o jogo de estreia (mediana) de Capdevilla.
Oscar Cardozo, já ouvia alguns assobios na Luz, mesmo tendo marcado em Twente um golo importantíssimo, e tendo assistiado Nolito para o 1º golo da noite, quando, após jogada de insistência de Maxi pela direita, aparece depois o próprio Cardozo para dar a estocada final para a baliza. Não festejou, e percebo-o perfeitamente, só não percebo o meus companheiros adeptos Benfiquistas...
Houve tempo para entrada de Bruno César e Enzo Perez, e o "bombardeiro" brasileiro acabou mesmo por fazer o 3-1 final numa jogada onde passa por 3 adversários e remata cruzado, à entrada da área, sem hipótese para Paulo Lopes.
Neste jogo gostei particularmente de observar a melhoria de desempenho de Maxi, o faro de golo de Nolito, a utilidade de Cardozo, e todo o brilhantismo de Aimar. Não gostei de ver os jogadores do Benfica usarem, em determinadas situações, os braços em situações que algumas seriam evitáveis.
Quanto à arbitragem, em termos disciplinares não há muito a dizer, poderia ter dado um amarelo a Javi num desses lances de uso dos braços, podia ter marcado penalty sobre Nolito que é puxado na área do Feirense pela camisola, tal como poderia ter marcado um outro num lance em que também há contacto entre Javi Garcia e um jogador do Feirense. Ficou também muito mal assinalado um fora-de-jogo em lance que Saviola se desmarcava isolado para a área do Feirense.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
FC Twente 2 vs SL Benfica 2
Jogou-se ontem a 1ª mão do playoff de acesso à Liga dos Campeões, acesso esse, que por si só garante algo como 7,2 M€ ao clube.
O Twente jogava em casa e era uma equipa para a qual se deviam ter alguns cuidados, como todas as equipas Holandesas têm bom toque de bola, boa técnica e grande predisposição atacante, e seria de esperar que no seu relvado quisessem resolver já a eleminatória. Há também que não esquecer, que o Twente trazia 3 jogos oficiais e outras tantas vitórias, uma delas que lhe valeu a Super Taça Holandesa frente ao Ajax.
O jogo começou em grande ritmo, e com as ocasiões quase sempre a surgirem aos pares, tal o equilíbrio, porém é o Twente quem marca primeiro, e o Benfica volta a sofrer, como em Barcelos, um golo de fora da área , um belo golo, mas em que a defesa poderia ter feito mais pressionando com mais afinco.
1-0 e começa-se a pensar no facto do Benfica há vários anos não ganhar na Holanda, mas claro o optimismo relembra também que há vários anos que o Benfica não perde com equipas Holandesas... carrega Benfica !
O jogo seguiu o seu ritmo frenético, e claro, quem sabe marcar golos ?! Oscar Cardozo ! De regresso à titularidade, apanha a bola no início do meio campo adversário, começa a olhar para a baliza, dá mais uns passos e pensa "é já daqui"... e foi mesmo, remate com potência mas sobretudo colocação e estava feito o empate !
O que é que estava a faltar aqui ? Claro, o golo que já vem sendo praxe, marcado pelo Nolito... e esse surgiu por volta dos 38 minutos, culminando uma jogada bonita de entendimento entre Witsel-Cardozo-Gaitán-Witsel e Nolito que finaliza. Daqui, fica além da beleza da jogada, mais uma prova da suberba qualidade de Witsel e do instinto matador de Nolito.
1-2 ao intervalo, era um resultado que dava boas perspectivas para a segunda-parte, sobretudo depois do SL Benfica ter estado a perder por 1-0. Previa-se também uma 2ª parte em que os Holandeses tudo fariam para mudar o rumo do marcador.
A 2ª parte foi jogada com o Twente a tentar atacar e marcar golo, com o Benfica fechando os espaços e quando não conseguia o "Rei" Artur estava lá para resolver, por outro lado o Benfica sobretudo no contra-golpe tentava também chegar ao 1-3.
As substituições operadas por Jorge Jesus, durante a 2ª parte, revelaram a saída de Aimar (desgastado) para a entrada de Saviola, a saída de Gaitán para a entrada de Ruben Amorim, e ainda Matic para substituir Cardozo.
Nas trocas, acho que o Benfica ficou a perder em 2 delas. Saviola fez um jogo desastroso, com imensas perdas de bola, e alguns lances que poderia ter feito golo e não fez, mas percebe-se que Aimar tinha que sair, devido a dificuldades físicas. Ruben Amorim também não fez grande jogo, vinha para estancar mais o lado direito, mas não o vi a estancar mais do que Gaitán estava a fazer, já Matic revela que é realmente uma peça muito válida neste Benfica, pois além de defender e marcar (quase) tão bem como Javi Garcia, revela depois outros argumentos em zonas mais avançadas do terreno.
O 2-2 surge numa jogada, em que Maxi, mais uma vez sobe e tenta a finta, coisa que fez "n" vezes e raramente levou sucedidas, e depois ainda não tem a frescura para voltar a recuperar o seu posto, e então o Twente ganhou a bola, lançou um contra-ataque que culminou com um cabeceamento, em falta sobre Emerson, de Bryan Ruiz... balde de água fria para Artur que defendeu sempre a vantagem, e só não conseguiu defender um lance que deveria ter sido falta para o Benfica e não golo para o Twente.
Continua com este resultado tudo em aberto, sendo que o Benfica ganha ligeira vantagem por bastar-lhe o 0-0 na Luz (resultado para o qual nem pensem jogar, senão perdem), e sobretudo porque marcou 2 golos fora.
A arbitragem foi fraca, pois ao influenciar o resultado do jogo, não marcando falta sobre Emerson e dando o golo a Bryan Ruiz, a sua nota tem de ser negativa. Volto a questionar-me o que fazem lá os palhaços dos fiscais de baliza. São mais 2 pessoas a receberem ordenado, ok.
O Twente jogava em casa e era uma equipa para a qual se deviam ter alguns cuidados, como todas as equipas Holandesas têm bom toque de bola, boa técnica e grande predisposição atacante, e seria de esperar que no seu relvado quisessem resolver já a eleminatória. Há também que não esquecer, que o Twente trazia 3 jogos oficiais e outras tantas vitórias, uma delas que lhe valeu a Super Taça Holandesa frente ao Ajax.
O jogo começou em grande ritmo, e com as ocasiões quase sempre a surgirem aos pares, tal o equilíbrio, porém é o Twente quem marca primeiro, e o Benfica volta a sofrer, como em Barcelos, um golo de fora da área , um belo golo, mas em que a defesa poderia ter feito mais pressionando com mais afinco.
1-0 e começa-se a pensar no facto do Benfica há vários anos não ganhar na Holanda, mas claro o optimismo relembra também que há vários anos que o Benfica não perde com equipas Holandesas... carrega Benfica !
O jogo seguiu o seu ritmo frenético, e claro, quem sabe marcar golos ?! Oscar Cardozo ! De regresso à titularidade, apanha a bola no início do meio campo adversário, começa a olhar para a baliza, dá mais uns passos e pensa "é já daqui"... e foi mesmo, remate com potência mas sobretudo colocação e estava feito o empate !
O que é que estava a faltar aqui ? Claro, o golo que já vem sendo praxe, marcado pelo Nolito... e esse surgiu por volta dos 38 minutos, culminando uma jogada bonita de entendimento entre Witsel-Cardozo-Gaitán-Witsel e Nolito que finaliza. Daqui, fica além da beleza da jogada, mais uma prova da suberba qualidade de Witsel e do instinto matador de Nolito.
1-2 ao intervalo, era um resultado que dava boas perspectivas para a segunda-parte, sobretudo depois do SL Benfica ter estado a perder por 1-0. Previa-se também uma 2ª parte em que os Holandeses tudo fariam para mudar o rumo do marcador.
A 2ª parte foi jogada com o Twente a tentar atacar e marcar golo, com o Benfica fechando os espaços e quando não conseguia o "Rei" Artur estava lá para resolver, por outro lado o Benfica sobretudo no contra-golpe tentava também chegar ao 1-3.
As substituições operadas por Jorge Jesus, durante a 2ª parte, revelaram a saída de Aimar (desgastado) para a entrada de Saviola, a saída de Gaitán para a entrada de Ruben Amorim, e ainda Matic para substituir Cardozo.
Nas trocas, acho que o Benfica ficou a perder em 2 delas. Saviola fez um jogo desastroso, com imensas perdas de bola, e alguns lances que poderia ter feito golo e não fez, mas percebe-se que Aimar tinha que sair, devido a dificuldades físicas. Ruben Amorim também não fez grande jogo, vinha para estancar mais o lado direito, mas não o vi a estancar mais do que Gaitán estava a fazer, já Matic revela que é realmente uma peça muito válida neste Benfica, pois além de defender e marcar (quase) tão bem como Javi Garcia, revela depois outros argumentos em zonas mais avançadas do terreno.
O 2-2 surge numa jogada, em que Maxi, mais uma vez sobe e tenta a finta, coisa que fez "n" vezes e raramente levou sucedidas, e depois ainda não tem a frescura para voltar a recuperar o seu posto, e então o Twente ganhou a bola, lançou um contra-ataque que culminou com um cabeceamento, em falta sobre Emerson, de Bryan Ruiz... balde de água fria para Artur que defendeu sempre a vantagem, e só não conseguiu defender um lance que deveria ter sido falta para o Benfica e não golo para o Twente.
Continua com este resultado tudo em aberto, sendo que o Benfica ganha ligeira vantagem por bastar-lhe o 0-0 na Luz (resultado para o qual nem pensem jogar, senão perdem), e sobretudo porque marcou 2 golos fora.
A arbitragem foi fraca, pois ao influenciar o resultado do jogo, não marcando falta sobre Emerson e dando o golo a Bryan Ruiz, a sua nota tem de ser negativa. Volto a questionar-me o que fazem lá os palhaços dos fiscais de baliza. São mais 2 pessoas a receberem ordenado, ok.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Gil Vicente 2 vs SL Benfica 2
Depois de meses de angústia, sem um joguinho (oficial) do Benfica para ver, a pré-eliminatória da Champions veio curar um pouco essa "ressaca", mas é pelo início do Campeonato que qualquer adepto espera, e eu não fujo à regra.
O Benfica tinha uma deslocação a Barcelos, contra o Gil Vicente, uma equipa que no seu estádio nunca é fácil e que acabada de ser promovida (foi campeã da Liga Orangina) queria dar um bom espectáculo perante os seus adeptos.
O Benfica teve o seguinte primeiro 11 da Liga : Artur Moraes, Ruben Amorim, Jardel, Garay, Emerson, Javi Garcia, Gaitán e Nolito, Aimar, Saviola e Jara. Destacava-se aqui a ausência de Cardozo, jogador "odiado" por tantos Benfiquistas, mas que eu tanto aprecio... é a minha mania de gostar de jogadores que no lugar deles não inventam e marcam (muitos) golos. Faltava também Luisão, mas esse já se sabia, vinha castigado desde a época transacta.
O jogo começou com um ritmo bem interessante, com um Benfica mais ofensivo, e bastante perdulário, com Jara sobretudo a falhar alguns lances impressionantemente, mas o que se via era bonito, futebol ofensivo, embora faltasse ali a pressão alta que já vi no jogo com o Trabzonspor.
O Benfica chega assim com alguma naturalidade à vantagem, e Artur raramente é importunado, e quando o é revela sempre frieza e segurança. Surge entretanto o 0-2, numa bela jogada entre Saviola e Jara, que Saviola concretiza e pensa-se que o jogo poderá estar resolvido, e a malapata da 1ª jornada poderá estar a ser quebrada, no entanto e quando vejo Aimar a ficar nos balneários ao intervalo, e quando vejo a atitude da equipa na 2ª parte, e somando a isso as ocasiões falhadas, confesso que comecei desde logo a ficar com alguma apreensão, mas ao mesmo tempo sentia-me confiante que Jesus, e os próprios jogadores não deixariam que houvesse cambalhota no resultado.
Surge então o 1-2, num lance em que Ruben Amorim não faz tudo o que pode para interceptar uma bola, e o jogador do Gil Vicente Hugo Vieira aproveita e faz um belo golo, sem qualquer hipótese para o Artur. Esperava-se agora que o Benfica não entrasse na tremideira e que se não marcásse o 1-3 ao menos mantivesse o 1-2.
Jesus lançou ainda no jogo Enzo Pérez, que veio trazer mais algum rasgo, visto que Gaitán esteve muito apagado em relação ao que já mostrou esta época, mas o Benfica não conseguia marcar, ora por demérito, ora por muito mérito do Gil e sobretudo do seu guarda-redes, Adriano.
Depois surgiu... Laionel, sim esse mesmo, o mesmo gajo que o ano passado gelou a Luz, jogando pela Académica e marcando um golo como não volta a marcar outro, fez desta vez mais um belo golo, e estabeleceu assim o empate final a 2.
Mais uma época em que não entramos a ganhar, mas menos mal, não entramos a perder. No último campeonato em que fomos campeões também empatámos em casa no 1º jogo, e desta vez o empate foi fora. Quero com isto dizer que este empate não hipoteca, obviamente, o campeonato, mas foi um falso arranque sem dúvida. Espera-se mais deste Benfica, Jardel demonstra que não pode substituir Luisão, e que Ruben Amorim tem que comer muito pão para dar a solidez que dá Maxi.
Cardozo tem que ser indiscutível.
Sobre a Arbitragem, foi uma arbitragem tranquila por parte de João Ferreira, ficando no entanto a dúvida sobre a posição de Nolito no golo do Benfica. Há quem defenda que estava fora-de-jogo, eu sinceramente posso admitir que talvez estivesse, mas acho que nestes casos o fora-de-jogo não deve ser marcado, tal como as regras da FIFA indicam, que em caso de dúvida se beneficie o atacante. Fora-de-jogo não estava de certeza o Jara quando ficou isolado em frente à baliza, mas esse foi marcado. Fica ela por ela, digamos assim.
O Benfica tinha uma deslocação a Barcelos, contra o Gil Vicente, uma equipa que no seu estádio nunca é fácil e que acabada de ser promovida (foi campeã da Liga Orangina) queria dar um bom espectáculo perante os seus adeptos.
O Benfica teve o seguinte primeiro 11 da Liga : Artur Moraes, Ruben Amorim, Jardel, Garay, Emerson, Javi Garcia, Gaitán e Nolito, Aimar, Saviola e Jara. Destacava-se aqui a ausência de Cardozo, jogador "odiado" por tantos Benfiquistas, mas que eu tanto aprecio... é a minha mania de gostar de jogadores que no lugar deles não inventam e marcam (muitos) golos. Faltava também Luisão, mas esse já se sabia, vinha castigado desde a época transacta.
O jogo começou com um ritmo bem interessante, com um Benfica mais ofensivo, e bastante perdulário, com Jara sobretudo a falhar alguns lances impressionantemente, mas o que se via era bonito, futebol ofensivo, embora faltasse ali a pressão alta que já vi no jogo com o Trabzonspor.
O Benfica chega assim com alguma naturalidade à vantagem, e Artur raramente é importunado, e quando o é revela sempre frieza e segurança. Surge entretanto o 0-2, numa bela jogada entre Saviola e Jara, que Saviola concretiza e pensa-se que o jogo poderá estar resolvido, e a malapata da 1ª jornada poderá estar a ser quebrada, no entanto e quando vejo Aimar a ficar nos balneários ao intervalo, e quando vejo a atitude da equipa na 2ª parte, e somando a isso as ocasiões falhadas, confesso que comecei desde logo a ficar com alguma apreensão, mas ao mesmo tempo sentia-me confiante que Jesus, e os próprios jogadores não deixariam que houvesse cambalhota no resultado.
Surge então o 1-2, num lance em que Ruben Amorim não faz tudo o que pode para interceptar uma bola, e o jogador do Gil Vicente Hugo Vieira aproveita e faz um belo golo, sem qualquer hipótese para o Artur. Esperava-se agora que o Benfica não entrasse na tremideira e que se não marcásse o 1-3 ao menos mantivesse o 1-2.
Jesus lançou ainda no jogo Enzo Pérez, que veio trazer mais algum rasgo, visto que Gaitán esteve muito apagado em relação ao que já mostrou esta época, mas o Benfica não conseguia marcar, ora por demérito, ora por muito mérito do Gil e sobretudo do seu guarda-redes, Adriano.
Depois surgiu... Laionel, sim esse mesmo, o mesmo gajo que o ano passado gelou a Luz, jogando pela Académica e marcando um golo como não volta a marcar outro, fez desta vez mais um belo golo, e estabeleceu assim o empate final a 2.
Mais uma época em que não entramos a ganhar, mas menos mal, não entramos a perder. No último campeonato em que fomos campeões também empatámos em casa no 1º jogo, e desta vez o empate foi fora. Quero com isto dizer que este empate não hipoteca, obviamente, o campeonato, mas foi um falso arranque sem dúvida. Espera-se mais deste Benfica, Jardel demonstra que não pode substituir Luisão, e que Ruben Amorim tem que comer muito pão para dar a solidez que dá Maxi.
Cardozo tem que ser indiscutível.
Sobre a Arbitragem, foi uma arbitragem tranquila por parte de João Ferreira, ficando no entanto a dúvida sobre a posição de Nolito no golo do Benfica. Há quem defenda que estava fora-de-jogo, eu sinceramente posso admitir que talvez estivesse, mas acho que nestes casos o fora-de-jogo não deve ser marcado, tal como as regras da FIFA indicam, que em caso de dúvida se beneficie o atacante. Fora-de-jogo não estava de certeza o Jara quando ficou isolado em frente à baliza, mas esse foi marcado. Fica ela por ela, digamos assim.
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